A degenerescência do setor escuro e suas consequências observacionais

O Programa de Pós-graduação em Física promove, nesta quarta-feira (2), às 15h, o colóquio “A degenerescência do setor escuro e suas consequências observacionais”, ministrado pelo professor Rodrigo von Marttens (Observatório Nacional/ON).

O evento pode ser acompanhado através da plataforma Google Meet, por meio deste link.

Confira abaixo o resumo do colóquio:

“As equações de Einstein relacionam a geometria do espaço-tempo com a distribuição total de matéria, no entanto não impõem nenhum vínculo sobre as componentes individuais que formam o substrato cósmico. Neste contexto, são estabelecidas as condições explícitas para a denominada “Dark Degeneracy” na descrição de fluido para o setor escuro. No nível do background, esta degenerescência pode ser formalmente entendida em termos de uma Equação de Estado (EoS) do setor escuro unificada que depende tanto da natureza dinâmica da energia escura, bem como de sua interação com a matéria escura, que é assumida sem pressão. Para perturbações lineares, a degenerescência surge para perturbações de pressão DE especificadas (ou velocidade do som, de forma equivalente) e “anisotropic stress” da componente de energia escura. Focando na degenerescência entre modelos de energia escura dinâmica não interagente e modelos de vácuo interagente (w=-1), realizamos uma análise de estimativa de parâmetro para uma gama de modelos, onde, para ilustração, quebramos explicitamente a degenerescência no nível linear adotando uma velocidade de som luminal para ambos cenários. Descobrimos que, embora a fenomenologia geral entre modelos de energia escura dinâmica e as abordagens de interação seja semelhante, existem algumas diferenças intrigantes. Em particular, há uma ambiguidade na força das restrições dos parâmetros Ω𝑚0 e 𝜎8, que são consideravelmente enfraquecidas para o cenário interagente, indicando que a “Dark Degeneracy” pode alterar a significância de tensões em parâmetros cosmológicos inferidos de diferentes conjuntos de dados. Utilizando ainda o formalismo que permite descrever a degenerescência do setor escuro é possível desenvolver uma abordagem completamente independente de modelo para obter a interação do setor escuro preferida pelos dados de SNe Ia, H(z) e BAO.”

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1 Comment

  • WELLINGTON TAVARES
    25 de abril de 2021

    DIRIMINDO DÚVIDAS:

    1º) COM RELAÇÃO A: “… As equações de Einstein relacionam a geometria do espaço-tempo com a distribuição total de matéria” -, NESSE CASO, O MEIO CÓSMICO É CONSIDERADO “ISOTRÓPICO” OU ‘ANISOTRÓPICO” ?

    2º) COM RELAÇÃO A: “… Neste contexto, são estabelecidas as condições explícitas para a denominada “Dark Degeneracy” na descrição de fluido para o setor escuro” -, NESSE CASO, O MEIO CÓSMICO (MATÉRIA ESCURA), É CONSIDERADO UM “ÉTER” OU QUAL SUBSTÂNCIA ?

    3º) COM RELAÇÃO A: “ENERGIA ESCURA”, NESSE CASO, O MEIO CÓSMICO, SERIA O CAMPO ELETROMAGNÉTICO ENTRE OS CORPOS CELESTIAIS, OU TEM OUTRA DEFINIÇÃO ?

    4º) COM RELAÇÃO À: “GRAVIDADE”, SE A TEORIA DO SIR ALBERT EINSTEN – “DEFORMAÇÃO DA GEOMETRIA DO ESPAÇO-TEMPO” -, ESTIVER CORRETA, NÃO FICARIA EVIDENTE, O COLAPSO DOS PLANETAS EM RELAÇÃO ÀS ESTRELAS QUE REGEM OS SISTEMAS – OU OS SISTEMAS ESTELARES EM RELAÇÃO ÀS GALÁXIAS ?

    5º COM RELAÇÃO AO TEXTO: “RESUMO DO COLÓQUIO”, O MESMO VALE PARA O MICROCOSMOS?

    EIS AS QUESTÕES … GRATO PELA ATENÇÃO!

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